19 de Abril de 2017

Goianos buscam imóveis que possibilitem diversão sem sair de casa

Insegurança está entre os motivos que levam moradores a optar por eventos no próprio prédio, que passam a contar com estrutura apropriada, como isolamento acústico

Consumidores goianos têm buscado por imóveis que proporcionem diversão sem sair de casa, segundo a análise de especialista ouvido pelo G1. Ter espaços adequados para receber amigos e parentes foi um dos principais pontos observados pela família da engenheira civil Carolinne Lopes Maldi, de 27 anos, na hora de escolher um apartamento em Goiânia.

“A gente escolheu um lugar que tinha área de lazer completa para receber o pessoal, com todas as modernidades, como área gourmet, churrasqueira, forno de pizza, área de piscina. Um dos salões tem uma boate e isolamento acústico também”, enumera a jovem, que mudou para o novo prédio há uma semana.

Carolinne afirma que ela e os irmãos sempre gostaram de sair para bares e restaurantes. Porém, como o aumento da violência da capital, eles têm optado por festas em casas.

A opinião de Carolinne é compartilhada por muitos consumidores, de acordo Edmilson Borges, diretor de vendas de uma construtora. “Cada dia que passa, as pessoas estão vivendo mais enclausuradas. Você tem situação onde a busca por distrações está cada vez maior dentro do próprio local de moradia”, destaca.

Área de lazer direcionada
Borges explica que o mercado evoluiu, e as empresas passaram a desenvolver a área de lazer direcionada a um público, assim como o próprio prédio. A medida também gera redução do valor do condomínio.

“Antes, não tinha nem salão de festa. Fomos evoluindo para salão de festa e piscina. Aí vieram grandes condomínios clubes, com um certo exagero, uma quantidade monstruosa de itens de lazer que os moradores acabavam nem usando. Agora, você tem uma forma equilibrada, o essencial, um lazer que a pessoa utiliza e melhor trabalhado”, explica.

Há uma semana no novo prédio, Carolinne afirma que outros moradores promoveram eventos neste período e o barulho não atrapalhou. Ela ressalta que a acústica foi fundamental para isso.
“A gente não escutou nada, vimos que tinha festa pela movimentação, mas nada de barulho. Não dá para fazer festa para ficar incomodando”, ressalta.

De acordo com Borges, até mesmo em um prédio destinado a famílias é necessário ter pontos de diversão para crianças de forma que não tirem a tranquilidade dos adultos. "Tem que ter a pegada familiar, um capricho em espaços infantis. Já sabendo que há reclamações com barulho, coloquei a quadra e a piscina infantil o mais distante possível da torre. Tem que trazer a situação para atender a necessidade do público", conclui o diretor.

G1

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