18 de Dezembro de 2017

Ano de 2017 marcado por oscilações no preço do gado

O ano foi de altos e baixos para os criadores de gado. Eles enfrentaram um 1º semestre ruim, mas estão se recuperando agora

O ano de 2017 foi de altos e baixos para os criadores de gado. O preço da arroba oscilou, alguns estados sofreram mais, como Mato Grosso do Sul, e outros nem tanto, como é o caso de Goiás.

Na fazenda do pecuarista Pedro Azevedo, em Rio Verde, sudoeste de Goiás, o gado no pasto está na fase de engorda. São mais de 400 cabeças. Esse ano, ele vendeu 100 animais e diz que o mercado melhorou bastante no segundo semestre. Nessa mesma época do ano passado, ele recebia R$ 130 pela arroba. Agora, recebe mais de R$ 145. “Está se tornando lucrativo novamente. Passou a primeira crise, o mercado interno vem reagindo e se você teve um custo baixo na produção da sua silagem, do seu feno, o preço hoje já compensa e passa a ser viável”, afirma.

Nos últimos 30 dias, a arroba do boi gordo em Goiás subiu praticamente 10% em várias regiões do estado. O alto consumo e a pouca oferta de animais fizeram a arroba chegar a R$ 150.

Apesar da valorização, 2017 não foi ano fácil para o pecuarista. No primeiro semestre, o mercado do boi gordo ficou instável em boa parte do país por causa da operação Carne Fraca. Adesson Marques é pecuarista há mais de 30 anos e comercializa boa parte do rebanho em leilões. Para 2018, ele está mais confiante.

Mato Grosso do Sul
Na fazenda do pecuarista Jorge Tupirajá, em Campo Grande, a engorda dos bovinos é feita no sistema de confinamento. A expectativa é que os próximos negócios sejam melhores que neste ano, quando a carne fraca quase parou o mercado.

“Esse ano de 2017 foi um ano complicadíssimo. Nós tivemos aí até parada do mercado da carne. Uma coisa assim que eu ainda não tinha visto, de nós termos gado pronto para entrega, inclusive negociado pra entregar e não tinha para quem vender”, afirma o criador Jorge Tupirajá.

Em um ano, a arroba do boi gordo acumula queda de 7% em Mato Grosso do Sul. A média estadual, na primeira quinzena de dezembro, fechou em R$ 133. Segundo Jorge, o custo de produção mais estável ajudou a manter o orçamento equilibrado: “Ele não teve muitas oscilações. Está praticamente nos mesmos valores do ano passado. Algumas oscilações pequenas, mas mais ou menos igual”.

Neste mês, as indústrias voltaram a comprar mais para abastecer os estoques e suprir a demanda. Aos poucos, a atividade tenta se estabilizar no Rio Grande do Sul.

Globo Rural

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