O fim do Guitar Hero

Ascensão e queda meteóricas


Recebi ontem com tristeza e resignação a notícia que a Activision, empresa produtora de games que fabricava o jogo Guitar Hero não irá dar continuidade ao jogo. Em resumo: o Guitar Hero morreu.

Para quem não sabe, Guitar Hero é aquele jogo de videogame ou fliperama em que o controle (ou joystick, se preferir) é a reprodução de uma guitarra. Aqui mesmo no Shopping Rio Verde é possível encontrar uma máquina destas, onde você compra uma ficha e tem direito a jogar por sete minutos.

A primeira vez que vi o jogo, morava em Belo Horizonte. Foi num shopping center de lá. Homens e mulheres de todas as idades se acotovelavam para ter a chance de jogar um pouquinho. O cardápio musical era imenso, mas sempre com uma vertente mais rock n’ roll. Não demorou e comprei o meu. Jogava no Playstation 2. comprei de uma tacada só o 1, o 2, o dos anos 80 e o 3. Joguei muito durante um mês. Depois cansei. O jogo é extremamente enjoativo. Por isso não estranhei quando ontem, em nota oficial, a Activision comunicou que não irá mais produzir o jogo. Segundo a produtora, ele não é rentável. Obviamente, é um jogo onde se exige a compra de uma guitarra/controle que no mercado não sai por menos de R$ 100,00. Além disso, pagam caríssimo pelos direitos autorais das músicas. Realmente, um projeto pronto para afundar.

Antes saudado como o salvador das gravadoras (que estão na bancarrota por conta da internet e da pirataria), Guitar Hero acabou. Existe ainda o Rock Band (que nunca joguei e nem pretendo fazê-lo), mas aposto que não tardará a sucumbir às exigências do cada vez mais disputado mercado de games.

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